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Calma, é o Karma…

Outubro 14, 2008

Como diria alguma música, estou em um estado de mola comprimida.
Como diria alguma música, “eu tenho as mãos atadas sem ação, e um coração maior que eu para doar.”

E no final, essas duas músicas falam a mesma coisa. E eu venho aqui fazer escorrer pelos meus dedos palavras que irão discorrer sobre a mesma coisa.

É mais um ‘mais-do-mesmo’.

Só para desenvolver as músicas:
(parênteses) Ah… e para você que acha que Karma não existe, ou qualquer outro nome que você queira dar, não se engane, quando menos esperar você terá uma prova empírica de que isso é a mais pura e crua verdade.(/parênteses)
Pois bem… Toda a força elástica que possui uma mola comprimida, e a elongação que ela pode sofrer estão presos em forma de energia potencial elástica. Para que a energia elástica seja transformada em cinética e a deformação correspondente na mola seja atingida é necessário antes que o peso da massa que mantém o sistema em eqüilíbrio seja tirado; feito isso, é como se desatassem as mãos de um louco apaixonado para abraçar, amar e tomar como seu um outro corpo.
Agora desmetaforizando: Todo o poder de sentir amor, paixão, dor ou coisa-do-tipo está aprisionado em mim, e o raio de alcance do meu sentimento está preso em forma de Karma. Para que esse poder seja transformado em fato e as conseqüências correspondentes sejam atingidas, é necessário antes que o peso dos meus atos passados quem me mantém a uma distância ardente de um outro corpo seja eliminado; feito isso, é como se me desatassem as mãos para abraçar, amar e tomar como meu um outro corpo.

Para contextualizar:
Fui tão filha da puta, machuquei, brinquei e subjuguei tantas pessoas, e não bastasse aprender na carne nua, aprendi com um alguém que é o corpo que eu quero abraçar, amar e tomar como meu.
Não bastasse sentir meus braços fracassarem ao tentar alcançar algo além dos meus dedos, era esse alguém-surpreendente que estava fora do alcance.
Foi como tentar acertar um alvo sem ter dardos, então mirar com uma bola e não obter sucesso. Acho que falta algo assim, afiado… Mas, bola redonda em alvo duro, tanto bate até que fura.

Ou não? Tudo bem… é só ter calma, esse é o meu Karma, e um dia eu serei recompensada por ser sincera e ter tirado minha armadura, me virado no avesso e aprendido a sentir fundo.

E…
Como diria uma música, “bem que se quis depois de tudo ainda ser feliz…”.