Para ela
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cena
Agosto 5, 2009Mulher I
- Feliz dia dos namorados!
Mulher II
-Mas hoje não é dia dos namorados! E nem namor(…)
Mulher I
- Não é dia dos namorados mas vai ser se você aceitar ser minha namorada a partir de agora.
Mulher II
- A..ahn… Minha querida… Há alguma …lacuna entre nós. Não posso… ser sua namorada…
Mulher I
- Mas…… A…. O que…. Mas estamos juntas há seis meses! Nossos a.. amigos. ?
Mulher II
- Se você me ama é porque sou livre. E você me ama como sou, concordo com você. Estamos juntas há um tempo, temos amigos em comum, saimos juntas… Quando estou com você, estou com você… fora isso…. eu sou sozinha, sou eu e sempre serei assim. Estarei abafando todo o meu sopro de vida se aceitar a esta proposta.
Mulher I
- Então lamento… Não posso suportar amá-la e não tê-la por inteiro. Cansei de ser uma parte da sua vida e não ela toda.
Mulher II
- Eu também lamento, mas veja… Você nunca será minha vida… é por isso; você não entende. VIDA não é passível de pronomes possessivos.
amou daquela vez como se fosse a última… beijou sua mulher como se fosse a última (…) e atravessou a rua com o seu passo tímido, subiu a construção como se fosse máquina.
Mulher I
- Por favor um Pinot Noir chileno…
Atendente
- Algo mais, senhora?
Mulher I
- …
Atendente
- Senhora?
Mulher I
- … Só. Só isso, obrigada.
mas por não se lembrar de acalantos a pobre mulher meninava cantando cantigas de cabaret
Mulher I desce do carro com a garrafa de vinho. Chega na porta da casa e percebe que esqueceu a chave da casa no carro. Volta, procura a chave… vê uma blusa da Mulher II, a chave no bolso. Pega a blusa, aperta contra o peito e aspira o perfume e o cheiro do seu passado tão recente. Entra na casa com o casaco. Casa fria, sem cores, tudo frio – tudo em preto e branco. Sua sala ampla, quase sem móveis. Um tapete, um divã e uma estante com muitos livros. Tudo muito branco e limpo. Ela tira os sapatos, vai até a cozinha, pega uma taça, tira a roupa que deixa caída pelo caminho até o divã. Repousa o casaco da amada ao lado do móvel, senta-se, serve a taça com o vinho que escorre tão rubro no meio de tanta brancura; tinge o vão entre os dedos brancos e finos que seguram a taça; que seguram com tanta suavidade que ela fica na iminência de cair e encher a sala de vermelho. Recosta-se no divã, engole um tanto de vinho que colore os seus lábios secos. Acende um cigarro. Traga um trago infinito e a fumaça que sai dos seus pulmões se confunde com a imagem difusa que brota da sua mente confusa. Outro gole. A boca parece mais viva agora. Sua pele alva e macia como veludo arrepia-se com o vento que entra pela janela aberta. A cortina dança com o vento e leva embora a fumaça de seus pulmões. as imagens em sua mente são agora tão reais… Ela fecha os olhos, aumentando a brancura que só é quebrada pelo vermelho do vinho e dos seus lábios.
vai e diz, diz assim como sou infeliz no meu descaminho diz que estou sozinho… que seja la como for, por amor, que é pra ela voltar …sim…
Com a outra mão ela percorre quase sem tocar as curvas da mulher que ama. Segura a respiração desenfreada, o coração que bate em cada centímetro do seu corpo, que se instala forte e intenso entre suas pernas. Segura o desespero de amar para soltar leve e lento um sopro na nuca dela. passa, ainda quase sem tocar, seus mamilos pelas costas nuas e arrepiadas de sua mulher. seus mamilos dançavam pela pele dela no ritmo do coração. Sem tocar, sentiu o gosto do sexo e juntou seu coração ao dela. Seu gosto encerrava algo de misterioso. De todas as experiências palatais, com certeza seu sexo era o mais inebriante, o mais doce e o mais apimentado, causava-lhe imenso apetite não só pela carne, mas pelo desvendar dos mistérios que haviam por trás do véu invisível que guardava os mais lindos e excitantes segredos de uma jovem mulher. A intensidade da ópera de Giacomo Puccini que sustentava-se no ar reforçava a vontade de possuí-la.
Sua língua úmida partiu subitamente das coxas lisas para dentro do sexo. Num ímpeto de paixão.

what i’ll be doing 10 years from now
Agosto 2, 2009
The setting is: a modern and well-decorated office with iron objects and a clean air.
A beautiful woman around 30 years old is sat down on her boss-chair solving some problems about the refugees in Africa when the phone rings – she gets surprised with the noise and utters the one who was possibly calling her. Then she answers the phone: – “Hello?” and hears a known voice: “Sabrine! I’ve been missing you…”, and they talk a little till they arrange a date later.
A few hours later, someone knocks on Sabrine’s door and gets in. That’s her old friend, lover, craziness. They hug each other, lovely, and make sweet love uppon the table.
Besides, I’ll be running through sick people, trees, cars, female legs and lives.

My story
Agosto 2, 2009
A trainstation could be the best place to stand, read all her letters and make a decision.
The rain got the situation worse. As I tryed to evade the memory of her face, the raindrops have brought our song, the song through whitch we dance when we first met. The long jazz notes of the saxophone and Fitzgerald voice singing “you, you, you, night and day…”. How could I decide to leave her if the lyric and my mind kept repeating you, you…? But as the trainstation is a place where people come and go, I thought under my breath that I’d put all my memories in a train wagon and send it to nowhere.
I took a letter and started reading it. I read for a while and suddenly a raindrop fell down from my umbrella, wetting the paper right over the word “love”, written with her delicate handwritting. It hitted me straight in my heart, like wraping it. So I realised she was the woman of my life and I got in a wagon; as the train went on, my body swang from side to side, like dancing embraced to her arms, warming me lovely.

one day
Agosto 2, 2009 One day I’ll be at peace
I’ll be enlightened
and I’ll be married with children and maybe adopt.
I’ve been running so sweaty my whole life urgent for a finish line…

A falta; a esperança
Julho 28, 2009Olha, a palavra não é esperança, como no título.
É talvez… expectaviva. De algo além do ordinário. De alguém para tomar a metade da taça de vinho que sempre fica.
- Autoanálise:
Não sei qual é o problema. Ok, sei.
Conheci uma pessoa… digo, já conhecia. Ou não? Ok, fiz contato. E além das expectativas, além do ordinário.
Extraordinário.
São as palavras, sabe? Elas apaixonam; elas fazem e desfazem. E até o momento, tudo o que ela é – palavras. Mas todas as palavras carregadas de um mistério (talvez), de um desconhecido, de algo intrigante. As palavras em vemelho que alimentam a vontade. Os dedos e a mente procuram se expressar; a boca salivar.
Acho que é o medo. De permanecer na inércia, de nada a contecer. Talvez sejam muitas expectativas… talvez eu queira muito perfeito, talvez eu queria o mais intenso. Mas já aprendi que não precisa ser assim.
Só queria que ela pudesse contar com o meu carinho e com a minha compreensão. Mas como fazê-lo se nem a conheço?

recalling
Julho 24, 2009Ontem eu pensei sobre o que eu poderia ser agora.
Porque, sinceramente, eu me orgulho muito do que eu sou. Tenho muito o que melhorar, mas felizmente tenho aprendido muito com os meus erros… e isso graças às pessoas que estão a minha volta. E cheguei onde eu queria chegar.
As pessoas.
Com toda a certeza do mundo cada um que passou pela minha vida teve sua parte de importância. Pareço generalizar, mas não foram muitas pessoas que passaram efetivamente pela minha vida. Entre todas as que eu poderia citar, há duas que são fundamentais. (duas com as quais eu me envolvi sentimentalmente)
Primeiro a minha primeira namorada. Eu era uma criança, como ainda o sou em alguns momentos. Penso hoje que muito do que sou deve-se a ela.
Muito do que eu desejo para a minha vida, dos meus sonhos, dos meus objetivos, da minha forma de ver os desafios, a importância de cada coisa na minha vida. De certa forma ela teve um papel fundamental na minha formação como pessoa. Já cedo eu desejei ter responsabilidades, ela me aguçou o lado independente.Ela é mais velha, claro. Por isso desejava poder logo acompanhá-la… não devia ser bom pra ela ter como namorada uma criança. Fiz planos, cheguei muito perto de concretizá-los, por amá-la tanto imaginei loucuras que hoje talvez eu não imaginasse. Mas minha irresponsabilidade juvenil fez-me cometer muitos erros, os quais vieram a ser o motivo de muitos dias e noites inteiramente gastos com pensamentos acerca do meu comportamento.
Outra pessoa… bem, ela não foi minha namorada, mas sinto como se tivesse sido, ou mais do que isso. Ainda não sei o que era que eu sentia. Amava-a como amiga, inquestionavelmente. Era apaixonada por ela. Mas existia um bloqueio… enfim.
Esta pessoa me fez enxergar o mundo de uma forma totalmente diferente. Conseguiu me conquistar de modo que eu desejava apenas ELA. Acreditava no meu potencial (assim espero) e até hoje me serve de inspiração para os meus objetivos.
Às vezes acho que conheço as pessoas antes da hora. Mas, como as duas, foram-me extremamente importantes no momento em que apareceram.
Talvez por isso ainda guardo tanto carinho por elas.

seria?
Julho 24, 2009Será possível não sentir e ainda assim escrever?
Seriam os escritores um poço infinito de sentimentos?

Vazio
Julho 18, 2009
ela-mesma
Junho 11, 2009“Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.”