Arquivo da categoria ‘sabrine’

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back to life, back to reality

Março 26, 2009

19:35h – Academia lotada. Música eletrônica, ventiladores, a esteira rolando, os pedais rodando, salas entopidas de pessoas fazendo aulas de spinning, step. Pessoas que chegam a cada minuto, com roupa do trabalho, mochila com as roupas de fitness. Homens, mulheres, velhos, gordos, magros, lindos, fortes, fracos… pessoas.

E eu estou há 15 minutos olhando meu tronco subindo e descendo no ritmo das minhas passadas, me vendo refletida no vidro. A noite toda lá fora. Todas as esteiras estão ocupadas. Nem todos os rostos são de satisfação por estar correndo sem sair do lugar. E há dentro de alguém, ou possivelmente de muitos esta sensação de aprisionamento. Todos correm, correm, mas fogem do que? E fogem sem sair do lugar, ensimesmadas. Evaporando, suando suas mágoas, desiluções, problemas e mesmo assim não saem do lugar. Fazem inchar os músculos, precisam de força para continuar na batalha do dia-a-dia mas aquela força é, infelizmente, inútil. Gastam tudo o que têm de energia para não ter o momento “cabeça no travesseiro” quando deitarem. Se deitarem, dormirão. E aí todos conseguem fugir, embora ainda não saiam do lugar, não movimentem uma alma. Mas logo o radio-relógio toca e … back to life, back to reality.

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fecho os olhos

Fevereiro 5, 2009

Quando a boca cala, o corpo grita…

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to[get]her

Janeiro 18, 2009

Ela: Mulher com passado negro e enormes aspirações futuras. Neo-romântica, agnóstica, interessada.

A Outra: Mulher com enormes aspirações futuras e passado presente. Independente, sincera e romântica.

Cenário I:

Sala branca com três ou quatro móveis – pufe bag lounge preto, prateleira clara com livros e aparelho de som, mesa oval branca de centro, escrivaninha clara com luminária fotográfica, cadernos, folhas espalhadas, canetas, um computador. No chão um tapete indiano, no canto ao lado da prateleira uma palmeira e finos bambus; na janela uma cortina Blackout. Na parede contrária à escrivaninha 1300 fotos em preto e branco como papel de parede. No meio de todas elas uma foto colorida de um lírio branco caído num lençol branco bagunçado.

Cena I:

Ela sentada em frente ao computador estudando para a prova do dia seguinte. Os olhos liam e reliam o artigo científico – o tempo que tinha para dormir, comer e fazer suas necessidades humanas ela deveria usar para conseguir a nota do semestre. Esfregou o rosto, tirou o resto do blush que sobrou do dia cansativo, tomou um gole do café que pegou no caminho de casa e tentou fixar os olhos no dever. Piscou lento, girou o pescoço em dois sentidos, franziu o cenho, piscou mais lento – no espaço de tempo em que a pálpebra desce, no seu inconsciente perdido a imagem da Outra, várias imagens, sons, sentidos -, os olhos abertos, fixos, vivos; uma mensagem no seu email de A Outra. Os neurotransmissores correndo a solta no corpo dela, o coração a mil, o estômago retraído e gelado, a mente correndo… Clicou na mensagem, o assunto – Being boring. Devorou cada palavra com a fome de um leão no deserto. Regurgitou, mastigou, engoliu.

Ela – Quinta-feira depois da minha aula? A noite eu tenho reunião no C.A. …

Pega seu celular, disca o número da representante do conselho.

Ela – Júlia, não vou poder ir à reunião na quinta a noite… É.. não, nem se eu chegar atrasada, não posso mesmo. Sim. Depois me conte sobre o que conversarem. Até.

Desliga o celular.

Ela – Mas assim? Depois de tanto tempo? Meu Deus!!!!!! Preciso ir ao cabeleireiro, as unhas, depilação… Aiiii, não me dei conta de como perdi tempo pra mim nesses meses!

Vai ao banheiro, se olha no espelho, joga água fria, volta para o computador, lê novamente a mensagem – um convite para um café, uma conversa; beijo com saudade.

Ela – Saudade? Achava que nem se lembrava mais de mim…

Decide responder. Começa a escrever mas está cansada demais e deita-se um pouco no pufe, um copo com leite gelado e coloca uma música – Qualqu’un m’a dit .

O som entrando por todos os poros do seu corpo : qualqu’un m’a dit que tu m’aimais encore.. serais ce possible alors ? Adormece e o cursor pisca na tela do computador, parado na frase «… depois me dei conta de que ainda te amo… ».

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A Cena II ainda não me acometeu.

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spots

Dezembro 24, 2008

Sonhos com deficiência visual: só sensações.

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song

Dezembro 8, 2008

Eu estava pensando em não mais tentar, mas aí então a música me disse:
“Baby, don’t give up this fight…”

Então eu voltei para o campo de batalhas. E no final o meu único trofel será um sorriso da pessoa maravilhosa que me pôs nesse mundo.

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Prenúncio

Dezembro 8, 2008

Acordei e do meu lado havia outro colchão e outro travesseiro. Depois do travesseiro havia livros, lápis, borracha, luminária e até outro edredon. Mas além do dos livros, dos lápis, da borracha e da luminária, não havia outro corpo. Então o travesseiro estava vazio, assim mesmo como o colchão e o edredon. Vazio e frio. Mas era manhã de sol, então eu abri a janela, afastei o colchão, o travesseiro e o edredon sem ninguém e puxei um livro. Li, li… mas era surpreendente que a leitura não me aquecia nem me inspirava, nem.
Eu não sei mais o que me inspira, se há algo que me inspire. Sinto aquela sensação irritante, congelante, que parece pontas dos pés no último centímetro de um trampolim e que eu odeio sentir.
É essa sensação um prenúncio. Não sei. Costumava antevir mudanças radicais de ares e etc. Mas hoje eu me sinto tão diferente, e tão … diferente. Não consigo nem lembrar o que era a minha essência, se é que eu tinha uma. Mas hoje tenho certeza que não é a mesma. Talvez infelizmente hoje eu tenho vontade de realmente encontrar alguém. Isso, bastava encontrar, eu lutaria para realizar… mas se eu encontrasse… Ahh! Ou se eu encontrei… Mas é que não precisa mais ser do jeito que eu sempre quis. Uma surpresa por dia, um poema, uma canção por hora, inspiração que não acaba mais. Frio na barriga só de bater uma brisa, chorar e rir profundamente. Fazer planos mesmo que não os cumpra…
Hoje basta que eu tenha essa pessoa, que eu possa conversar, ver filme, comer, beber, dançar, cantar, sair, viver. Tudo com ela. E basta.

Hoje basta.

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A Grande Indiferença

Dezembro 8, 2008

Descobri que a manga era grande demais pra mim.

E nem estava tão boa assim.

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A Grande Falta

Dezembro 8, 2008

A única coisa que eu queria nessa manhã era que a manga estivesse boa.

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A gente não tem nada.

Novembro 1, 2008

E eu tenho tudo. Mas acho que não suporto mais carregar tudo isso só em mim, preciso de ajuda, preciso dividir, preciso descansar.

Coisas boas também pesam.
Eu em mim tenho tudo – desejos, vontades, esperanças, carinho, ternura, saudade, confiança, lealdade, amizade, tesão, planos. Cada coisinha desta tem um peso muito pesado e são sentimentos que não voam assim com qualquer alísio safado.
Por certo tempo é aceitável ter tudo sozinha. É o início de uma doação, mas precisa de ação. Não aceita devolução, uma vez que você aceita cerregar um destes sentimentos, não pode simplesmente achá-lo pesado demais e devolver; então, quando estiver descansado você o toma novamente.
Se enfiares a mão rasgando meu peito para retirar pedaços de sentimentos, e se fizeres isto repetidamente, a ferida não sara e tudo isso pode secar. Então talvez seja melhor que eu continue com o meu peso, do meu tudo, e você continue com o nosso peso, do nosso nada.

E assim a gente acaba por não ter nada. Não tem relacionamento, não tem nós. Não tem pó de feitiço e encanto e os dias continuarão abafados, sem nenhuma brisa renovadora.
Assim todos temos que seguir.

(e eu continuo em mim tendo todos os sentimentos do mundo, procurando alguém em quem depositar meio fardo e fazer nossos passos.)

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- Questão:

Outubro 25, 2008

How could you deny something that really makes you happier, lighter, softer, and makes you enjoy your life like you’ve never done before?

Cada minuto me interessa, me resolvendo ou não.
E só então eu deixo os medos e as armas pra trás.